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domingo, 2 de novembro de 2008
sábado, 1 de novembro de 2008
Você usualmente sente que não está alcançando todo o seu potencial?
Pois saiba que esse é um sentimentos mais freqüentemente relatados entre jovens e adultos com TDAH. Apesar de muitos adolescentes e adultos com TDAH apresentarem inteligência acima da média,eles podem sentir que não conseguiram alcançar o desejado sucesso em termos acadêmicos e ou profissionais. Muitas outras dificuldades são reportadas também no campo dos relacionamentos pessoais, sociais e afetivos.No geral, existe um sentimento generalizado de insatisfação entre os adultos com TDAH – um sentimento de que eles não estão realizando todo o seu potencial como poderiam.É claro, muitos jovens e adultos viverão, por anos e anos e as vezes pelo resto da vida – sem ter o conhecimento de que têm o TDAH. Como muitos, eles acreditam que o TDAH é doença de criança. Quando eles finalmente tomam conhecimento de que o que eles apresentam é o TDAH – agora uma doença médica reconhecida e comprovada cientificamente em adultos – eles geralmente referem um sentimento de alívio por entenderem o motivo de suas preocupações, prejuízos e dificuldades ao longo da vida. Para muitos, saber-se portador de TDAH só acontece após um filho ter sido diagnosticado como tal. É nesse momento que o pai (ou a mãe) percebe que sofreu dos mesmos sintomas por toda a vida. O TDAH tende a afetar as famílias, já que se trata de um distúrbio neurogenético, onde vários gens com pequenos defeitos são passados para o feto de geração a geração, ou seja, por HERANÇA POLIGÊNICA. Por isso é que quando uma pessoa da família tem o TDAH é tão importante checar os outros membros.
QUAIS SÃO OS SINTOMAS MAIS FREQUENTES NOS ADULTOS E NOS ADOLESCENTES?
Se você suspeita ter o TDAH, fica fácil perguntar a você mesmo as perguntas do questionário de adulto para o TDAH. As questões abaixo estão relacionadas aos três sintomas nucleares do TDAH: desatenção, hiperatividade e impulsividade. Cuidado, pois mesmo quem não tem o TDAH pode ocasionalmente demonstrar sinais de desatenção, hiperativiade ou impulsividade. Adultos com TDAH irão demonstrar dois ou três comportamentos consistentemente acima do perfil e obrigatoriamente apresentará claros prejuízos funcionais causando sofrimento para aquela pessoa ao longo de sua vida. Uma equipe qualificada de profissionais de saúde poderá fazer um diagnóstico acurado de TDAH no adulto e ou no adolescente.Desatenção = * você se sente frequentemente divagando ou "desligado"?* você fica frequentemente distraído por cenas ou barulhos irrelevantes?* você frequentemente erra detalhes bobos ou por falta de atenção?* você frequentemente perde coisas ou esquece onde as colocou?* você frequentemente tem dificuldade em seguir regras ou instruções? Hiperatividade = * você consegue ficar parado por algum tempo ou fica mexendo as mãos e pés quando sentado?* você fica batendo o lápis, caneta ou os pés?* você fica geralmente "brincando" com o seu cabelo ou suas roupas?* você tem que se esforçar conscientemente para ficar quieto e parar de se mexer e contorcer? Impulsividade =* você frequentemente age sem pensar nas consequências que possam ocorrer?* você frequentemente interrompe pessoas nas conversas? Faz comentários inadequados s/ pensar?* você frequentemente acha sofrido esperar numa fila ou pela sua vez? Procure um profissional experiente e de sua confiança para uma avaliação, caso você apresente dois ou mais ítens positivos.
QUAIS SÃO OS SINTOMAS MAIS FREQUENTES NOS ADULTOS E NOS ADOLESCENTES?
Se você suspeita ter o TDAH, fica fácil perguntar a você mesmo as perguntas do questionário de adulto para o TDAH. As questões abaixo estão relacionadas aos três sintomas nucleares do TDAH: desatenção, hiperatividade e impulsividade. Cuidado, pois mesmo quem não tem o TDAH pode ocasionalmente demonstrar sinais de desatenção, hiperativiade ou impulsividade. Adultos com TDAH irão demonstrar dois ou três comportamentos consistentemente acima do perfil e obrigatoriamente apresentará claros prejuízos funcionais causando sofrimento para aquela pessoa ao longo de sua vida. Uma equipe qualificada de profissionais de saúde poderá fazer um diagnóstico acurado de TDAH no adulto e ou no adolescente.Desatenção = * você se sente frequentemente divagando ou "desligado"?* você fica frequentemente distraído por cenas ou barulhos irrelevantes?* você frequentemente erra detalhes bobos ou por falta de atenção?* você frequentemente perde coisas ou esquece onde as colocou?* você frequentemente tem dificuldade em seguir regras ou instruções? Hiperatividade = * você consegue ficar parado por algum tempo ou fica mexendo as mãos e pés quando sentado?* você fica batendo o lápis, caneta ou os pés?* você fica geralmente "brincando" com o seu cabelo ou suas roupas?* você tem que se esforçar conscientemente para ficar quieto e parar de se mexer e contorcer? Impulsividade =* você frequentemente age sem pensar nas consequências que possam ocorrer?* você frequentemente interrompe pessoas nas conversas? Faz comentários inadequados s/ pensar?* você frequentemente acha sofrido esperar numa fila ou pela sua vez? Procure um profissional experiente e de sua confiança para uma avaliação, caso você apresente dois ou mais ítens positivos.
POTENCIAIS DE RISCO NO TDAH
Pesquisas mostram que adultos com TDAH têm mais propensão a:Três vezes mais chances de ficarem recorrentemente desempregadosDuas vezes mais chances de terem dificuldade para manterem amigosQuarenta e sete por cento mais dificuldade de economizar dinheiro para pagamento de contasDuas vezes mais chances de ser assaltadoQuase duas vezes mais chances de se divorciarDuas vezes mais chances de não usar preservativoQuatro vezes mais chances de contrair DST (doença sexualmente transmissível)Quarenta e sete por cento mais chance de ter recebido adiantamento de vale ao anoSetenta e oito por cento mais chance de ser um fumanteDuas vezes mais chance de estar envolvido em três ou mais batidas de carroPor isso a importância de se divulgar os resultados das pesquisas, já que o TDAH pode ser potencialmente um transtorno desalentador... É muito importante sabermos que o TDAH pode gerar um sério impacto na vida da criança, agora e no futuro, ou seja, quando ela for um (a) adolescente ou adulto. Tais pesquisas reforçam que os sintomas do TDAH podem gerar sérias conseqüências.
A IMPORTÂNCIA DE TRAÇAR OBJETIVOS E METAS DE VIDA NO TDAH
A IMPORTÂNCIA DE TRAÇAR OBJETIVOS E METAS DE VIDA NO TDAH
Você possivelmente vai ficar entusiasmado com a possibilidade de ver seus sintomas diminuindo. Você, estando motivado, pode querer desfrutar de todas as melhoras de uma só vez. VÁ COM CALMA! Já ouviu aquele ditado que diz que “o apressado come cru” e que “o devagar também é pressa”? Na busca pela conquista de metas é fundamental que você tenha muita calma, para investir a sua energia em definir o seu projeto de vida. No tocante a metas, é importante que você atinja uma meta por vez. É essencial que você a conquiste, curta a sua vitória por tê-la concluído e então, e só depois, é que você deverá passar à próxima meta. E assim por diante. Respeite o seu tempo. Você terá a satisfação de ver a melhora do seu desempenho laborativo, na vida social e afetiva. Conseqüentemente, você sentirá a melhora do seu auto-controle, além de um reforçamento sobre a sua vontade e determinação. É IRREAL TER EXPECTATIVAS DE CONSEGUIR TUDO DE UMA VEZ SÓ.Como conseguir?Siga as instruções abaixo:A experiência mostra que devemos nomear as metas, dando a cada uma delas uma nota, de zero (muito fácil de ser alcançada) até 10 (muito difícil de ser alcançada).
SETE DICAS QUE AUXILIAM NA CONQUISTA DE OBJETIVOS E METAS DE VIDA
Comece com um rápido sucesso – escolha uma meta que você sinta ser fácil de ser concluída. Esse rápido sucesso vai te ajudar a realimentar a “roda do sucesso”. No início, nunca tente uma meta difícil de ser concluída. Ao contrário, “pratique bem” nas metas mais fáceis de serem atingidas pois isso aumentará e muito, a sua auto-estima e autoconfiança.Identifique pontos de alta motivação – o que realmente você gosta de fazer? O que realmente faz o seu “coração brilhar”? É difícil perseguir objetivos que não sejam motivadores para você. Portanto, pelo menos inicialmente, escolha metas que você realmente deseje alcançar, e que você sinta que irá conseguir com facilidade.Saiba priorizar suas metas – É imprescindível que você sinta-se entusiasmado e satisfeito com as metas que você delineou. Ponha sempre as suas metas em um papel. Certifique-se de ter usado o critério das prioridades, escolhendo as metas mais importantes e que fazem mais sentido pra você, mantendo sempre a motivação na mente.Reduza as expectativas – Não tenha altas expectativas. Tenha boas perspectivas. Visão de future. Determinação e persistência. Quando você alcança e conclui tudo muito rápidamente, pode haver algum sentimento de desapontamento. Se você conseguir manter as suas expectativas “mais realistas”, o sentimento de vitória e sucesso costumam ser maiores e muito gratificantes.Siga o passo-a-passo. Pequenos passos de cada vez – fracione as suas metas em metas menores, que normalmente são melhor e mais facilmente administráveis. Lembre-se de que mesmo as metas mais gigantescas e “quase impossíveis de serem alcançadas”, são conseguidas sim, sempre “gota a gota”, “passo-a-passo”.Desenvolva um plano de ação, um diário de estratégias - liste os passos necessários para que cada meta seja concluída. Use o formato de tabela associando o seu cronograma. Certifique-se de deixar “espaços (horários) em branco” no seu plano de ação. Seja flexível. Caso você não consiga cumprir o seu plano de ação num dia em particular, não se desespere. Não permita que todo o plano fracasse por causa de um tropeço. No espaço deixado para esses imprevistos, você poderá refazer a sua proposta novamente. Tente até conseguir. Caso não consiga, repense sua programação. Pode ser que ela ela esteja acima de suas possibilidades para o momento em questão. Reveja suas expectativas. De qualquer modo, em última instância, refaça seu plano a partir do ponto não atingido, seguindo-se dali pra frente, com metas mais fracionadas. É como desenvolver táticas, ou seja, um plano B e um plano C, se necessário. Esse é o caminho do sucesso.Reavalie o seu progresso regularmente e promova auto-elogios sempre - certifique-se de se elogiar e se gratificar o mais precoce e freqüentemente quanto possível, a cada progresso feito. Não economize “premiações” deixando para usá-las somente quando todo o projeto for alcançado. Fracione também os elogios e auto-premiações bem como os reforçadores positivos ao longo de todo o percurso, ao longo do todo o seu projeto. Comemora cada etapa! Curta sozinho, com parentes ou amigos, tire fotos, faça registros sobre o seu momento de sucesso e sinta-se vitorioso por cada etapa concluída!Estabeleça metas inteligentesQuando estabelecer metas, escolha metas inteligentes, ou seja, metas que sejam específicas, mensuráveis, assumidas, realísticas e com tempo definido.Metas Específicas – exclusivas para o propósito a ser atingidoMensuráveis – uma meta é mensurável quando podemos determinar claramente se o progresso está sendo feito em sua direçãoAssumidas – quando você conversa com você mesmo ou com um amigo e concorda com a meta e se compromete a executá-laRealísticas – metas que podem ser alcançadas, alcançáveisCom tempo definido – meta que pode ser concluída dentro de um tempo razoável, a médio prazo.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
III GRUPO DE APOIO A PORTADORES, FAMILIARES E AMIGOS DO TDAH COM INCENTIVO 'A LEITURA.
III GRUPO DE APOIO A PORTADORES, FAMILIARES E AMIGOS DO TDAH COM INCENTIVO 'A LEITURA.
NESSA SEGUNDA-FEIRA, DIA 03/11/2008, AS 18HS, NO SETIMO ANDAR, AUDITÓRIO, NA AV. 28 DE SETEMBRO, NÚMERO 389.
DÚVIDAS? LIGUE PARA 9989-5798 OU 2576-5198.
Não é novidade que muitos portadores de TDAH apresentem dificuldades para terminar a leitura de um livro. Muitas vezes sequer começam. Outros preferem a leitura automática, onde a gente dá uma passada pela página, depois vai para o meio do livro e depois já está no final e pronto - ah, acabei de ler! E as razões para isso são as mais variadas, indo desde a atenção concentrada que fica prejudicada, ou pela agitação ou pela impulsividade... motivos não faltam. Pra não dizer daqueles que apresentam algum problema outro, como a dislexia... Por isso achamos bem legal o sorteio de um livro, à cada encontro, para de certo modo, incentivarmos a leitura aos nossos participantes! Vamos sortear o livro "no mundo da lua", do prof. Paulo Mattos. Uns petiscos e um refrigerante também faz parte dos nossos encontros. Esperamos por você, que sempre vai ter algo a ouvir, trocar, participar, enfim, contribuir para um mundo melhor. Não podemos nos esquecer que o TDAH precisa ser muito divulgado, conhecido pois o número de crianças, adolescentes e adultos que sofrem do TDAH sem sequer ter esse conhecimento ainda é enorme na nossa população e no mundo!!
ABS E ATÉ SEGUNDA!!
EVELYN VINOCUR
NESSA SEGUNDA-FEIRA, DIA 03/11/2008, AS 18HS, NO SETIMO ANDAR, AUDITÓRIO, NA AV. 28 DE SETEMBRO, NÚMERO 389.
DÚVIDAS? LIGUE PARA 9989-5798 OU 2576-5198.
Não é novidade que muitos portadores de TDAH apresentem dificuldades para terminar a leitura de um livro. Muitas vezes sequer começam. Outros preferem a leitura automática, onde a gente dá uma passada pela página, depois vai para o meio do livro e depois já está no final e pronto - ah, acabei de ler! E as razões para isso são as mais variadas, indo desde a atenção concentrada que fica prejudicada, ou pela agitação ou pela impulsividade... motivos não faltam. Pra não dizer daqueles que apresentam algum problema outro, como a dislexia... Por isso achamos bem legal o sorteio de um livro, à cada encontro, para de certo modo, incentivarmos a leitura aos nossos participantes! Vamos sortear o livro "no mundo da lua", do prof. Paulo Mattos. Uns petiscos e um refrigerante também faz parte dos nossos encontros. Esperamos por você, que sempre vai ter algo a ouvir, trocar, participar, enfim, contribuir para um mundo melhor. Não podemos nos esquecer que o TDAH precisa ser muito divulgado, conhecido pois o número de crianças, adolescentes e adultos que sofrem do TDAH sem sequer ter esse conhecimento ainda é enorme na nossa população e no mundo!!
ABS E ATÉ SEGUNDA!!
EVELYN VINOCUR
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Efeito Colateral do metilfenidato no crescimento estatural e peso
A estatura do sujeito é um dado importante e com grande poder de influência no desenvolvimento psicossocial do ser humano. Assim, possui alto potencial de interferência na dinâmica social em todas as idades, participando da formação da auto-imagem e do desempenho social, sendo uma preocupação comum dos pais, da criança e do próprio indivíduo quando adulto. A motivação por parte da autora para a realização deste estudo surgiu ao longo de sua vivência profissional, atendendo inúmeras crianças portadoras de transtornos mentais. Não raro, ao longo desse tempo, a autora se deparou com várias queixas e inquietações trazidas por pais de crianças portadoras de TDAH no referido estabelecimento, quanto à observação de que seus filhos estavam crescendo pouco ou quase nada, em relação a seus pares ou mesmo em relação aos outros filhos do casal.O TDAH é variavelmente definido como um distúrbio do comportamento (MERCUGLIANO, 1999), um distúrbio psiquiátrico (CASTELLANOS, 1997), uma síndrome neuropsiquiátrica (GOLDMAN et al., 1998), um distúrbio do desenvolvimento (CONNERS, 1999), ou um distúrbio do neurodesenvolvimento (BROWN et al., 2001). As diferenças, muitas vezes sutis, encontradas nas definições de diversos autores, denunciam o desconhecimento da causa e da fisiopatologia do TDAH. Sabe-se, porém, que sua apresentação clínica compreende três categorias principais de sintomas – desatenção, impulsividade e hiperatividade – os quais devem se manifestar em mais de um ambiente (casa, sala de aula e clínica) e serem incompatíveis com a idade cronológica e mental da criança, causando algum grau de comprometimento funcional (MERCUGLIANO, 1999). Sabe-se também que o TDAH começa no início da vida e pode persistir na adolescência e idade adulta (CONNERS, 1999) em mais de 70% dos casos não tratados.O tratamento é multidisciplinar, embora fundamentalmente medicamentoso, dada a condição neuroquímica do TDAH. No Brasil, o tratamento é realizado com o metilfenidato, da classe dos psicoestimulantes, considerado a droga-ouro no tratamento do TDAH e aprovado pelo FDA e ANVISA para uso em crianças a partir de seis anos de idade (MTA COOPERATIVE GROUP 1999; YANG et al., 2006).A eficácia do metilfenidato para o tratamento do TDAH é evidenciada por todos os estudos científicos, encontrando uma redução estatística e clinicamente significativa dos sintomas do transtorno e melhora do funcionamento em vários aspectos (ANDERSEN et al., 2008). Apesar disso, o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade vem gerando, ao longo dos anos, uma série de mitos e crenças falsas na população mundial. Não raro vemos a imprensa leiga, ou grupos isolados de pessoas levantando as mais diversas dúvidas e fazendo sérias acusações tanto sobre o TDAH bem como em relação ao metilfenidato e seus efeitos em crianças portadoras. Freqüentemente vemos noticias em jornais, na Internet e em artigos desprovidos de fundamentação cientifica, afirmando que o TDAH é um modismo, uma doença criada por laboratório para vender remédio. Afirmações de todo tipo ocorrem, como a de que o metilfenidato tiraria a espontaneidade da criança, fazendo com que elas ficassem um robozinho obediente e sem vontade própria, ou viciada no remédio desde cedo, etc.Não existe um consenso na literatura sofre o efeito causado pelo uso dos estimulantes no tratamento de crianças com TDHA. CHARACH et al (2006) atribuem essa controvérsia as diferentes dosagens utilizadas nas pesquisas realizadas. Estudos que observaram redução na taxa de crescimento podem ter usado doses mais elevadas do psicoestimulante, sugerindo que os estudos que não descreveram nenhum efeito sobre o crescimento poderim ter utilizado doses mais baixas, podendo ainda o tamanho da amostra ter influência sobre os resultados.Uma questão que vem sendo causa de persistente preocupação por parte de diferentes autores, é o potencial do metilfenidato em causar redução nos níveis esperados de peso e altura ao longo do desenvolvimento do sujeito (POULTON, 2005; SWANSON et al., 2006; FARAONE et al., 2008; VITIELLO, 2008).Embora possam produzir redução do apetite e perda de peso, o efeito dos psicoestimulantes no crescimento estatural de crianças com TDAH é menos compreendido e ainda um ponto indefinido, não existindo ainda um consenso. Enquanto estudos iniciais sugeriam que havia persistente diminuição no crescimento associado ao uso dessas drogas, atualmente esta posição não é mais aceita já que nem todos outros estudos confirmaram esses dados (ELIA et al., 1999).Diferentes estudos sugerem que o déficit de crescimento em crianças com TDAH é decorrente de retardo temporário no tempo de crescimento, ainda que não comprometendo a estatura final do sujeito. Existem estudos relacionando este atraso de crescimento ao próprio TDAH e não pelo uso do metilfenidato (BIEDERMAN et al., 2003; ZEINER, 2002).Em pesquisa recente, Farone et al., (2008) apresentam diferentes mecanismos que poderiam explicar o déficit de crescimento causado pelo uso de estimulantes. Dentre eles, os autores citam os efeitos dessa medicação sobre o fígado, fatores de crescimento e efeitos diretos sobre cartilagem. Justificam que os efeitos a curto prazo da medicação poderia ser causado pela desregulação dos receptores de qualquer nível do sistema de crescimento, enquanto que a adaptação destes receptores poderia explicar a inibição do crescimento a longo prazo.
GRUPO DE APOIO A PORTADORES DE TDAH E FAMILIARES EM VILA ISABEL
GRUPO DE TDAH - SEGUNDA-FEIRA DIA 08 DE NOVEMBRO DE 2008 !!
AV. 28 DE SETEMBRO 389 AUDITÓRIO NO 7o ANDAR. DO LADO DA IGREJA UNIVERSAL, QUASE EM FRENTE A ESCOLA DE SAMBA VILA ISABEL.
VENHA TOMAR UMA COCA COM A GENTE E SABOREAR UM BISCOITINHO.
AO FINAL, FAREMOS SORTEIO DO LIVRO "NO MUNDO DA LUA".
QUALQUER DÚVIDA, LIGUE PARA 7811-1629, 9989-5798 OU 2576-5198.
AO FINAL, FAREMOS SORTEIO DO LIVRO "NO MUNDO DA LUA".
QUALQUER DÚVIDA, LIGUE PARA 7811-1629, 9989-5798 OU 2576-5198.
ATÉ SEGUNDA!
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sábado, 13 de setembro de 2008
TDAH e suas comorbidades. TDAH versus Transtorno Afetivo BIPOLAR
Vou contar uma parte da consulta de um paciente meu. Ele me achou pelo site e já veio com o diagnóstico pronto: TDAH. E veio pra se tratar. De fato, ele respondeu MUITO FREQÜENTEMENTE para quase todas as perguntas do ASRS-18.
Eu vou tentar reproduzir um trecho de uma de nossas consultas: “ – A minha mãe morreu de doença bipolar. Eu sempre fui conhecido como polvolino ou polvilho, sabe por quê? Por causa daquele biscoito..., sabe aquele biscoito Globo, que a gente come na praia, que neguinho vende nas ruas quando o trânsito está parado ou engarrafado? Ele esfarela todo! E eu era assim, por onde eu passava, eu deixava um monte de marcas, um monte de farelos, por onde eu ia, todo mundo sabia... eu era estabanado desde pequeno, tinha um troço dentro de mim que não parava quieto, eu andava pela casa e toda hora eu derrubava uns bibelôs da mamãe e ela ficava transtornada! Não parecia a minha doce e triste mãe, que vivia jogada naquela maldita cama pelo menos uns 300 dias do ano... ainda bem que eu era rápido, quando eu derrubava os enfeites da mamãe eu saía correndo, ia pra casa da vizinha, tia Lany, e me escondia no banheiro da empregada! Do banheiro da tia Lany eu ouvia os grunhidos da mamãe, os berros dela, e logo depois os barulhos das coisas que ela mesma quebrava dentro de casa, por causa da raiva que entrava dentro dela... os anos foram passando e chegou o dia que meu pai largou a casa. Pegou uma sacola e uma mala e botou tudo o que ele conseguiu. Beijou a minha testa, mandou eu tomar conta da minha mãe e me pediu desculpas, disse que “não dá mais pra aturar a doida da sua mãe”, ela está insana”, palavras dele. Sequei as lágrimas que escorriam pelo meu rosto, estavam quentes, de tanta raiva que eu senti dele. Corri pra procurar o Aurélio, queria ver direito o que era insana. Fiquei com ódio do meu pai. Naquele dia eu quebrei tudo dentro de casa, gritei e xinguei até cair no chão, sem forças. Acordei apavorado com sangue no meu braço, da maldita jarra que eu joguei contra a parede e que me cortou. Minha cabeça parecia um avião. Um avião em pane, claro. Custei a ficar normal. Quando vi o estrago que eu tinha feito em casa, fiquei sem força nas pernas, minha vista escureceu e eu achei que ia desmaiar. Fui me arrastando pelo chão até a porta da sala. Eu tinha que fugir. Quando a minha mãe visse tudo aquilo ela ia acabar comigo. Quando ela soubesse que meu pai não voltaria mais, ela poderia me matar com aquele cinto desgraçado. Ela ia me matar. Naquele dia eu não fui pra tia Lany. Tinha que ir pra mais longe. Passei aquela noite sentado no banco da rodoviária, até o dia amanhecer. Da rodoviária até a minha casa andando a pé levava uma hora mais ou menos, mas eu estava tão agitado, tão apressado, que levei uns vinte minutos até chegar em casa. Deu um bloqueio em mim quando eu cheguei na esquina de casa. Fiquei uns trinta minutos parado olhando para o meu prédio. Parecia tudo calmo. Calmo? Ah, essa palavra nunca existiu no meu vocabulário... pra encurtar o meu sofrimento, a minha raiva, o meu medo e a minha culpa, eu acabei sabendo que a minha mãe tinha tentado se matar e que tinha sido levada para um hospital...
Nos seis meses seguintes eu fui obrigado a ir morar com a minha "tia de verdade". Era outra insana, nervosa, esquisita e muito chata! Só falava gritando, berrava o tempo todo. Quando ela saía pra trabalhar, parecia um paraíso...
Meu Deus, quem inventou escova de dente e escola? Eu sempre odiei escola! A escola era o meu martírio, o meu holocausto, o lugar onde eu paguei todos os meus pecados, todas as minhas culpas! A única coisa que prestava era a Estelinha, lábios gordinhos e róseos... hum, era só o que prestava e era a única coisa que fazia as minhas pernas entrarem naquela maldita sala de aula... nossa, como eu sofri!
Gozado, o dia parecia dividido. Um lado ensolarado, colorido. O outro lado, nuvens negras, sombrias, abutres. Minha cabeça parecia um pião desgovernado. Nada encaixava com nada. De repente, um barulho da porta que se abriu e eu me lembro como se fosse hoje, um homem grande, todo de branco, entrou pela porta com a minha mãe pelo braço. Pensei que ia morrer. De medo, sei lá. Mas foi esquisito porque nem eu corri pra abraçá-la e nem ela correu pra me abraçar. Ficamos dois túmulos. Ela deu um sorriso amarelo pra mim e muito depois estendeu os braços. Parecia que tinha uns dez anos que eu não via a mamãe. Ela estava velha e acabada. Olhava para o nada, tremia de leve, parecia abobalhada. Nunca mais voltei naquele lugar...
Dois anos depois, a tia Lany foi me procurar na casa da minha tia. Não falou nada e só me abraçou e não parava de chorar. Mamãe morreu, tia? Ela morreu, não é?Vi a minha mãe no velório. Quase esmurrei o velho do meu pai, aquele assassino! Ainda teve o despautério de chorar! Quis lavar a honra da minha mãe, quis muito acabar com o velho, mas alguma coisa em mim me segurou. Dei um beijo na testa da mamãe e saí dali correndo. Estava com falta de ar.
E hoje, Dra., eu estou aqui porque eu acho que eu venho tendo umas coisas parecidas com as coisas que a mamãe tinha...”.
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Minha mãe TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) ou TAB (Transtorno Afetivo Bipolar)?
Vou contar uma parte da consulta de um paciente meu. Ele me achou pelo site e já veio com o diagnóstico pronto: TDAH. E veio pra se tratar. De fato, ele respondeu MUITO FREQÜENTEMENTE para quase todas as perguntas do ASRS-18. Eu vou tentar reproduzir um trecho de uma de nossas consultas: “ – A minha mãe morreu de doença bipolar. Eu sempre fui conhecido como polvolino ou polvilho, sabe por quê? Por causa daquele biscoito..., sabe aquele biscoito Globo, que a gente come na praia, que neguinho vende nas ruas quando o trânsito está parado ou engarrafado? Ele esfarela todo! E eu era assim, por onde eu passava, eu deixava um monte de marcas, um monte de farelos, por onde eu ia, todo mundo sabia... eu era estabanado desde pequeno, tinha um troço dentro de mim que não parava quieto, eu andava pela casa e toda hora eu derrubava uns bibelôs da mamãe e ela ficava transtornada! Não parecia a minha doce e triste mãe, que vivia jogada naquela maldita cama pelo menos uns 300 dias do ano... ainda bem que eu era rápido, quando eu derrubava os enfeites da mamãe eu saía correndo, ia pra casa da vizinha, tia Lany, e me escondia no banheiro da empregada! Do banheiro da tia Lany eu ouvia os grunhidos da mamãe, os berros dela, e logo depois os barulhos das coisas que ela mesma quebrava dentro de casa, por causa da raiva que entrava dentro dela... os anos foram passando e chegou o dia que meu pai largou a casa. Pegou uma sacola e uma mala e botou tudo o que ele conseguiu. Beijou a minha testa, mandou eu tomar conta da minha mãe e me pediu desculpas, disse que “não dá mais pra aturar a doida da sua mãe”, ela está insana”, palavras dele. Sequei as lágrimas que escorriam pelo meu rosto, estavam quentes, de tanta raiva que eu senti dele. Corri pra procurar o Aurélio, queria ver direito o que era insana. Fiquei com ódio do meu pai. Naquele dia eu quebrei tudo dentro de casa, gritei e xinguei até cair no chão, sem forças. Acordei apavorado com sangue no meu braço, da maldita jarra que eu joguei contra a parede e que me cortou. Minha cabeça parecia um avião. Um avião em pane, claro. Custei a ficar normal. Quando vi o estrago que eu tinha feito em casa, fiquei sem força nas pernas, minha vista escureceu e eu achei que ia desmaiar. Fui me arrastando pelo chão até a porta da sala. Eu tinha que fugir. Quando a minha mãe visse tudo aquilo ela ia acabar comigo. Quando ela soubesse que meu pai não voltaria mais, ela poderia me matar com aquele cinto desgraçado. Ela ia me matar. Naquele dia eu não fui pra tia Lany. Tinha que ir pra mais longe. Passei aquela noite sentado no banco da rodoviária, até o dia amanhecer. Da rodoviária até a minha casa andando a pé levava uma hora mais ou menos, mas eu estava tão agitado, tão apressado, que levei uns vinte minutos até chegar em casa. Deu um bloqueio em mim quando eu cheguei na esquina de casa. Fiquei uns trinta minutos parado olhando para o meu prédio. Parecia tudo calmo. Calmo? Ah, essa palavra nunca existiu no meu vocabulário... pra encurtar o meu sofrimento, a minha raiva, o meu medo e a minha culpa, eu acabei sabendo que a minha mãe tinha tentado se matar e que tinha sido levada para um hospital. Nos seis meses seguintes eu fui obrigado a ir morar com a minha tia. Era outra insana, nervosa, esquisita e muito chata! Só falava gritando, berrava o tempo todo. Quando ela saía pra trabalhar, parecia um paraíso...Meu Deus, quem inventou escova de dente e escola? Eu sempre odiei escola! A escola era o meu martírio, o meu holocausto, o lugar onde eu paguei todos os meus pecados, todas as minhas culpas! A única coisa que prestava era a Estelinha, lábios gordinhos e róseos... hum, era só o que prestava e era a única coisa que fazia as minhas pernas entrarem naquela maldita sala de aula... nossa, como eu sofri!Gozado, o dia parecia dividido. Um lado ensolarado, colorido. O outro lado, nuvens negras, sombrias, abutres. Minha cabeça parecia um pião desgovernado. Nada encaixava com nada. De repente, um barulho da porta que se abriu e eu me lembro como se fosse hoje, um homem grande, todo de branco, entrou pela porta com a minha mãe pelo braço. Pensei que ia morrer. De medo, sei lá. Mas foi esquisito porque nem eu corri pra abraçá-la e nem ela correu pra me abraçar. Ficamos dois túmulos. Ela deu um sorriso amarelo pra mim e muito depois estendeu os braços. Parecia que tinha uns dez anos que eu não via a mamãe. Ela estava velha e acabada. Olhava para o nada, tremia de leve, parecia abobalhada. Nunca mais voltei naquele lugar.Dois anos depois, a tia Lany foi me procurar na casa da minha tia. Não falou nada e só me abraçou e não parava de chorar. Mamãe morreu, tia? Ela morreu, não é?Vi a minha mãe no velório. Quase esmurrei o velho do meu pai, aquele assassino! Ainda teve o despautério de chorar! Quis lavar a honra da minha mãe, quis muito acabar com o velho, mas alguma coisa em mim me segurou. Dei um beijo na testa da mamãe e saí dali correndo. Estava com falta de ar. E hoje, Dra., eu estou aqui porque eu acho que eu venho tendo umas coisas parecidas com as coisas que a mamãe tinha...”.
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008
TDAH em FOCO - uma revista eletrônica interativa sobre o DDA/TDAH
O TDAHemFOCO é uma revista interativa, eletrônica, charmosa, elegante, colorida, harmoniosa, e elaborada por um designer que estudou em Florença. E poi lá, naquele clima majestoso e cultural que a TDAHemFOCO foi inicialmente elaborada. Eu sempre quis fazer um espaço onde o DDA com ou sem hiperatividade/impulsividade pudesse olhar e ver uma coisa diferente, que o leitor pudesse, ao "navegar" atraves da revista, sentir o carinho e os detalhes que foram usados em sua construcao. O TDAHemFOCO é um presente para o leitor. Na segunda página, voce encontra um pequeno manual explicativo do site. Nele, voce vai aprender a trocar o background = fundo, a ouvir as musicas de sua preferência, vc vai encontrar a abelhinha, que foi pra lá justamente porque o TDAHemFOCO é um ambiente doce, como um mel... e muito mais. Todos sabem que o DDA com ou sem hiperatividade adora cultura, por isso você vai encontrar páginas incríveis sobre cultura. Quer saber tudo sobre o TASCHEN? pois é, lá você vai encontrar páginas e páginas sobre essa livraria espetacular que fascina o mundo. Livros, gravuras, ... Fala um pouco da Dra. Evelyn Vinocur, TDAHemFOCOe traz até agora uns seis ou sete artigos dela, todos muito interessantes. Precisamos de um nome para a abelhinha do TDAHemFOCO, quem quer colaborar? Eu quero montar uma página de depoimentos que podem ser anônimos, mTDAHemFOCOas que retratem o sofrimento de cada um, seja do próprio portador, seja de seus familiares ou dos professores ou educadores... preciso de idéias, aceito sugestões, o TDAHemFOCO é interativo e precisa da ajuda de todos vcs!! que tal uma página com perguntas e respostas? O TDAH é uma condição que precisa ser muito bem entendida, estudada, conhecida por toda a nossa sociedade. A sociedade não faz idéia do sofrimento que é ser portador do TDAH ou ter um filho ou um marido ou um empregado com TDAH. Só quem passa pelos altos e baixos do TDAH é que tem a noção do que eu estou aqui falando...até mais, até breve!
Links importantes :
http://www.evelynvinocur.com.br/
http://www.tdah.org.br/
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quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Dra Evelyn Vinocur participa da Jornada da APERJ dias 28,29 e 30 de agosto 2008.
Dra Evelyn Vinocur está participando da JORNADA DA APERJ - Associação de Psiquiatria do Estado do Rio de Janeiro - no CBC, Colégio Brasileiro de Cirurgiões, em Botafogo. A jornada acontece nos dias 28, 29 e 30 de agosto de 2008.
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TDAH na criança
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
dra evelyn está no Congresso Aprender crianca em Ribeirao Preto
dra evelyn está no Congresso Aprender crianca em Ribeirao Preto
Dra Evelyn Viunocur está em Ribeirão Preto, S.P., no Congresso Aprender Criança, junto com as maiores referências da psiquiatria brasileira. O tema Neurociências e Neuroaprendizado vai ser abordado, junto com os transtornos de aprendizado, TDAH e outros. A dra Evelyn chega ao RJ na segunda feira, dia 25 de agosto de 2008.
Dra Evelyn Viunocur está em Ribeirão Preto, S.P., no Congresso Aprender Criança, junto com as maiores referências da psiquiatria brasileira. O tema Neurociências e Neuroaprendizado vai ser abordado, junto com os transtornos de aprendizado, TDAH e outros. A dra Evelyn chega ao RJ na segunda feira, dia 25 de agosto de 2008.
dra evelyn está no Congresso Aprender crianca em Ribeirao Preto
dra evelyn está no Congresso Aprender crianca em Ribeirao Preto
Dra Evelyn Viunocur está em Ribeirão Preto, S.P., no Congresso Aprender Criança, junto com as maiores referências da psiquiatria brasileira. O tema Neurociências e Neuroaprendizado vai ser abordado, junto com os transtornos de aprendizado, TDAH e outros. A dra Evelyn chega ao RJ na segunda feira, dia 25 de agosto de 2008.
Dra Evelyn Viunocur está em Ribeirão Preto, S.P., no Congresso Aprender Criança, junto com as maiores referências da psiquiatria brasileira. O tema Neurociências e Neuroaprendizado vai ser abordado, junto com os transtornos de aprendizado, TDAH e outros. A dra Evelyn chega ao RJ na segunda feira, dia 25 de agosto de 2008.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
ATIVIDADE SEXUAL NO ADULTO DO GRUPO TDAH HIPERATIVO
ATIVIDADE SEXUAL NO ADULTO DO GRUPO TDAH HIPERATIVO
Inúmeras pesquisas mostram que os adultos com TDAH tipo hiperativo apresentam 20% a mais de desajustes sexuais em comparação ao grupo controle (=grupo que não tem TDAH), cujas queixas são apenas de 2,4%.
Quando avaliada a atividade sexual, viu-se que o grupo hiperativo, apesar de apresentar a mesma freqüência de relações sexuais do que o grupo controle, começa a ter relações sexuais em idade bem mais precoce (por volta de 15-16 anos) do que o grupo controle e que o grupo hiperativo apresentou duas vezes mais parceiros sexuais no período de um ano em relação ao grupo controle.
Não foi observada nenhuma diferença entre a taxa de disfunções sexuais nem quanto a diferenças na orientação sexual.
Diferença marcante foi observada em relação a grande taxa de rapazes hiperativos que haviam sido envolvidos como pais biológicos, com diferença de mais de nove (9!!) vezes, em relação ao grupo controle, o que corresponde a 38% para o grupo portador versus 4% para o grupo controle. Para as mulheres, a diferença foi ainda maior, de 68% versus 16%, com a taxa mais alta para mulheres do grupo hiperativo que se envolveram em gestações não planejadas.
Quatro vezes mais membros do grupo hiperativo (em relação ao grupo controle) também havia contraído uma doença sexualmente transmissível, 17% versus 4% e duas vezes mais haviam feito exame para HIV, 54% versus 21%.
Tais dados sugerem que as crianças hiperativas podem ter um estilo de vida sexual de alto risco ao atingirem a maturidade sexual, pois têm maior chance de serem pais precoces quando jovens e de contraírem doenças sexualmente transmissíveis.
Analisando-se os indicadores potenciais de vários desses riscos no grupo hiperativo vimos a associação entre uma maior prevalência de transtornos de conduta ao longo da vida e QI menor, com início mais precoce das relações sexuais. O risco de gravidez precoce também foi previsto no grupo onde aparecia o transtorno de conduta.
Em uma grande amostra de um estudo de seguimento com crianças hiperativas de uma comunidade observou-se que 19% delas haviam se tornado pais antes dos 26 anos. Fica claro a relação de transtorno de conduta e o aumento significativo do risco de paternidade precoce, em estudo com 499 homens acompanhados até a idade adulta.
Russell A. Barkley & cols. 2008
Inúmeras pesquisas mostram que os adultos com TDAH tipo hiperativo apresentam 20% a mais de desajustes sexuais em comparação ao grupo controle (=grupo que não tem TDAH), cujas queixas são apenas de 2,4%.
Quando avaliada a atividade sexual, viu-se que o grupo hiperativo, apesar de apresentar a mesma freqüência de relações sexuais do que o grupo controle, começa a ter relações sexuais em idade bem mais precoce (por volta de 15-16 anos) do que o grupo controle e que o grupo hiperativo apresentou duas vezes mais parceiros sexuais no período de um ano em relação ao grupo controle.
Não foi observada nenhuma diferença entre a taxa de disfunções sexuais nem quanto a diferenças na orientação sexual.
Diferença marcante foi observada em relação a grande taxa de rapazes hiperativos que haviam sido envolvidos como pais biológicos, com diferença de mais de nove (9!!) vezes, em relação ao grupo controle, o que corresponde a 38% para o grupo portador versus 4% para o grupo controle. Para as mulheres, a diferença foi ainda maior, de 68% versus 16%, com a taxa mais alta para mulheres do grupo hiperativo que se envolveram em gestações não planejadas.
Quatro vezes mais membros do grupo hiperativo (em relação ao grupo controle) também havia contraído uma doença sexualmente transmissível, 17% versus 4% e duas vezes mais haviam feito exame para HIV, 54% versus 21%.
Tais dados sugerem que as crianças hiperativas podem ter um estilo de vida sexual de alto risco ao atingirem a maturidade sexual, pois têm maior chance de serem pais precoces quando jovens e de contraírem doenças sexualmente transmissíveis.
Analisando-se os indicadores potenciais de vários desses riscos no grupo hiperativo vimos a associação entre uma maior prevalência de transtornos de conduta ao longo da vida e QI menor, com início mais precoce das relações sexuais. O risco de gravidez precoce também foi previsto no grupo onde aparecia o transtorno de conduta.
Em uma grande amostra de um estudo de seguimento com crianças hiperativas de uma comunidade observou-se que 19% delas haviam se tornado pais antes dos 26 anos. Fica claro a relação de transtorno de conduta e o aumento significativo do risco de paternidade precoce, em estudo com 499 homens acompanhados até a idade adulta.
Russell A. Barkley & cols. 2008
domingo, 17 de agosto de 2008
treine seu cérebro com neurofeedback, tratamento inovador para o TDAH
PESQUISA DO NIMH BUSCA TRATAMENTOS INOVADORES P/ CRIANÇAS COM TDAH.
O objetivo se volta para abordagens inovadoras no tratamento de crianças com TDAH. O TDAH é um transtorno mental ligado a problemas de atenção, hiperatividade e impulsividade, podendo, conforme o estudo, chegar a afetar até 8.7% das crianças. Apesar dos critérios citarem a presença de sintomas antes dos 7 anos, em muitos casos, os sintomas só serão diagnosticados tempos depois. Com a idade, a hiperatividade geralmente declina, ao contrário dos outros sintomas, por isso ser comum encontrarmos o TDAH associado a vários comprometimentos e prejuízos em vários setores da vida, adentrando a adolescência e a vida adulta.
L.Eugene Arnold, M.D., and Nicholas Lofthouse, Ph.D., of The Ohio State University, acompanharão um estudo usando neurofeedback ou EEG biofeedback, uma terapia alternative algumas vezes usadas para tartar o TDAH e outros transtornos. Enquanto estudos anteriores achavam o resultado valioso, as evidências científicas mostraram eficácia limitada. Durante uma sessão de neurofeedback, a pessoa recebe informações sobre a freqüência de suas ondas cerebrais, que depois pode ser usado para trazê-las deixando-a numa freqüência equivalente à de um cérebro saudável para se obter comportamentos mais desenvolvidos. O feedback recebido pela pessoa poderá ser visual, como um padrão de onda, ou áudio, como um beep. Os pesquisadores usarão uma tecnologia nova na qual as ondas do cérebro governam os controles de um videogame, desses que as crianças brincam sem saber se as ondas cerebrais estão em treinamento, no pano de fundo.
No estudo piloto, terão 36 meninos/as de 6 a 12 anos que receberão o EEG neurofeedback no contexto de um jogo no computador, ou um EEG placebo. No placebo, a criança experimenta efeitos de jogos pré-programados que não estão sensibilizados pela sua atividade de onda, ao contrário do outro grupo. As sessões são três vezes por semana e cada participante fará 40 sessões. Pais e professores das crianças irão medir os sintomas do TDAH regularmente. O achado deste estudo piloto poderá ajudar cientistas a desenvolver um estudo controlado, randomizado, em larga escala, com a finalidade de encontrar um tipo de abordagem não medicamentosa para o TDAH.
Science UpdateJune 5, 2008
O objetivo se volta para abordagens inovadoras no tratamento de crianças com TDAH. O TDAH é um transtorno mental ligado a problemas de atenção, hiperatividade e impulsividade, podendo, conforme o estudo, chegar a afetar até 8.7% das crianças. Apesar dos critérios citarem a presença de sintomas antes dos 7 anos, em muitos casos, os sintomas só serão diagnosticados tempos depois. Com a idade, a hiperatividade geralmente declina, ao contrário dos outros sintomas, por isso ser comum encontrarmos o TDAH associado a vários comprometimentos e prejuízos em vários setores da vida, adentrando a adolescência e a vida adulta.
L.Eugene Arnold, M.D., and Nicholas Lofthouse, Ph.D., of The Ohio State University, acompanharão um estudo usando neurofeedback ou EEG biofeedback, uma terapia alternative algumas vezes usadas para tartar o TDAH e outros transtornos. Enquanto estudos anteriores achavam o resultado valioso, as evidências científicas mostraram eficácia limitada. Durante uma sessão de neurofeedback, a pessoa recebe informações sobre a freqüência de suas ondas cerebrais, que depois pode ser usado para trazê-las deixando-a numa freqüência equivalente à de um cérebro saudável para se obter comportamentos mais desenvolvidos. O feedback recebido pela pessoa poderá ser visual, como um padrão de onda, ou áudio, como um beep. Os pesquisadores usarão uma tecnologia nova na qual as ondas do cérebro governam os controles de um videogame, desses que as crianças brincam sem saber se as ondas cerebrais estão em treinamento, no pano de fundo.
No estudo piloto, terão 36 meninos/as de 6 a 12 anos que receberão o EEG neurofeedback no contexto de um jogo no computador, ou um EEG placebo. No placebo, a criança experimenta efeitos de jogos pré-programados que não estão sensibilizados pela sua atividade de onda, ao contrário do outro grupo. As sessões são três vezes por semana e cada participante fará 40 sessões. Pais e professores das crianças irão medir os sintomas do TDAH regularmente. O achado deste estudo piloto poderá ajudar cientistas a desenvolver um estudo controlado, randomizado, em larga escala, com a finalidade de encontrar um tipo de abordagem não medicamentosa para o TDAH.
Science UpdateJune 5, 2008
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TDAH em crianças Autistas e Asperger - novos tratamentos.
Pesquisa do Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA - NIMH -buscam melhores formas de tratamento para crianças portadoras de Transtornos do Espectro Autístico com sintomas de TDAH.
Science UpdateJune 2, 2008
UMA nova pesquisa do NIMH busca melhores formas de tratamento para criancas portadoras de Desordens do Espectro Autístico com sintomas de TDAH. Sintomas de TDAH são comuns em criança portadoras de Transtornos do Espectro Autista, mas crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) geralmente não respondem bem ao medicamento para o TDAH, o metilfenidato.Nessa experiência de 10 semanas, Benjamin Handen, Ph.D., of the University of Pittsburgh; Tristram Smith, Ph.D., of the University of Rochester; and Michael Aman, Ph.D., of the Ohio State University, reuníram 144 criancas de 5 a 13 anos com diagnóstico de TEA e sintomas de TDAH. Pesquisadores avaliarão segurança e eficácia dos dois tratamentos:1- com a atomoxetina – Strattera, um medicamento não estimulante, também usado no tratamento do TDAH2- treinamento de manejo parental (TMP) – onde os pais aprenderão a usar intervenções comportamentais (outro tratamento convencional para o TDAH) nessa população de crianças.As pesquisas serão randomizadas e as crianças submeter-se-ão a um dos 4 tipos de tratamento :- atomoxetina com TMP- atomoxetina sem TMP- placebo com TMP- placebo sem TMPApós o final das 10 semanas, os pesquisadores continuarão o seguimento em todos os participantes que responderem satisfatoriamente ao tratamento por 6 meses, para exame de seguranca, eficácia e tolerabilidade em tratamentos a mais longo prazo.Pesquisas já existentes sobre medicação e tratamento comportamental em crianças com TEA são escassas. Os achados desse estudo darão um posicionamento, um norteio para médicos e pais sobre as melhores formas de tratamento para muitas dessas crianças.
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TDAH em crianças Autistas e Asperger - novos tratamentos.
Pesquisa do Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA - NIMH -buscam melhores formas de tratamento para crianças portadoras de Transtornos do Espectro Autístico com sintomas de TDAH.
Science UpdateJune 2, 2008
UMA nova pesquisa do NIMH busca melhores formas de tratamento para criancas portadoras de Desordens do Espectro Autístico com sintomas de TDAH. Sintomas de TDAH são comuns em criança portadoras de Transtornos do Espectro Autista, mas crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) geralmente não respondem bem ao medicamento para o TDAH, o metilfenidato.Nessa experiência de 10 semanas, Benjamin Handen, Ph.D., of the University of Pittsburgh; Tristram Smith, Ph.D., of the University of Rochester; and Michael Aman, Ph.D., of the Ohio State University, reuníram 144 criancas de 5 a 13 anos com diagnóstico de TEA e sintomas de TDAH. Pesquisadores avaliarão segurança e eficácia dos dois tratamentos:1- com a atomoxetina – Strattera, um medicamento não estimulante, também usado no tratamento do TDAH2- treinamento de manejo parental (TMP) – onde os pais aprenderão a usar intervenções comportamentais (outro tratamento convencional para o TDAH) nessa população de crianças.As pesquisas serão randomizadas e as crianças submeter-se-ão a um dos 4 tipos de tratamento :- atomoxetina com TMP- atomoxetina sem TMP- placebo com TMP- placebo sem TMPApós o final das 10 semanas, os pesquisadores continuarão o seguimento em todos os participantes que responderem satisfatoriamente ao tratamento por 6 meses, para exame de seguranca, eficácia e tolerabilidade em tratamentos a mais longo prazo.Pesquisas já existentes sobre medicação e tratamento comportamental em crianças com TEA são escassas. Os achados desse estudo darão um posicionamento, um norteio para médicos e pais sobre as melhores formas de tratamento para muitas dessas crianças.
Science UpdateJune 2, 2008
UMA nova pesquisa do NIMH busca melhores formas de tratamento para criancas portadoras de Desordens do Espectro Autístico com sintomas de TDAH. Sintomas de TDAH são comuns em criança portadoras de Transtornos do Espectro Autista, mas crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) geralmente não respondem bem ao medicamento para o TDAH, o metilfenidato.Nessa experiência de 10 semanas, Benjamin Handen, Ph.D., of the University of Pittsburgh; Tristram Smith, Ph.D., of the University of Rochester; and Michael Aman, Ph.D., of the Ohio State University, reuníram 144 criancas de 5 a 13 anos com diagnóstico de TEA e sintomas de TDAH. Pesquisadores avaliarão segurança e eficácia dos dois tratamentos:1- com a atomoxetina – Strattera, um medicamento não estimulante, também usado no tratamento do TDAH2- treinamento de manejo parental (TMP) – onde os pais aprenderão a usar intervenções comportamentais (outro tratamento convencional para o TDAH) nessa população de crianças.As pesquisas serão randomizadas e as crianças submeter-se-ão a um dos 4 tipos de tratamento :- atomoxetina com TMP- atomoxetina sem TMP- placebo com TMP- placebo sem TMPApós o final das 10 semanas, os pesquisadores continuarão o seguimento em todos os participantes que responderem satisfatoriamente ao tratamento por 6 meses, para exame de seguranca, eficácia e tolerabilidade em tratamentos a mais longo prazo.Pesquisas já existentes sobre medicação e tratamento comportamental em crianças com TEA são escassas. Os achados desse estudo darão um posicionamento, um norteio para médicos e pais sobre as melhores formas de tratamento para muitas dessas crianças.
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terça-feira, 12 de agosto de 2008
Palestra sobre TDAH nas escolas da rede MV1
A dra EVELYN VINOCUR fará mais uma palestra sobre o TDAH no MV1 em Sao Gonçalo, amanhã, quarta feira, para pais e professores. Com direito a brunch. Vai ser as 18.30hs.
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domingo, 10 de agosto de 2008
Sou adolescente, tenho TDAH e tô deprimido, vale a pena?
César ou "duca", como ele gosta de ser chamado, é o filho de uma grande amiga, muito embora a última vez que eu a vi, faz uns dois anos ou mais. Um sábado desses, quando a campainha tocou eu me assustei, afinal, eu não estava esperando nenhuma visita. Qual não foi a minha surpresa, quando o porteiro anunciou-me que havia um rapaz querendo falar comigo, de nome Duca. Duca? eu perguntei. Deve ser engano, eu não conheço rapaz nenhum com esse nome. Ele está na calçada, querendo entrar, o que eu faço, perguntou o porteiro? "Peraí", eu respondi, e fui até a varanda dar uma olhada no tal rapaz. De cima pra baixo a pessoa fica diferente, eu falei: - oi! e ele olhou pra cima e disse: oi, Evelyn! Nossa, quando eu ouvi aquela voz, num flash de segundo a minha mente foi envolta por anos de lembrança, do casamento da Vera, mãe do "duca", da gravidez proibida, da mala que eu emprestei pra Vera, nossa, um monte de lembranças, uma enxurrada delas... e é claro! é claro que agora eu me lembrava perfeitamente do duca, o duquinha! é claro! Pode mandar subir, eu disse ao porteiro. Bem, pra não prolongar muito a história, quero dizer a vocês que o duca me deixou com uma batata quente na mão. Ele estava ali, pedindo ajuda, pois não se lembrava de mais ninguém com quem pudesse contar. Sua mãe "surtou", como ele disse, e não quer saber de nada, já bateu o martelo, ou seja, disse ao filho que iria interná-lo. Que ele não tinha jeito mesmo, que nunca quis "lé com cré", que o pai dele é que foi certo de ter sumido de casa, que ele sempre dizia que o fiho nunca iria ser ninguém na vida, e blá, blá, blá ... o duca está usando drogas, não conseguiu terminar a sétima série, não trabalha, não ganha dinheiro, blá, blá, blá, ..., e está numa pior. Ele me disse que a mãe não tem moral nenhuma pra falar assim com ele, que a mãe é uma "louca", que bebe até cair, que não sabe o que quer, que sempre gritou com ele a vida toda, que sempre infernizou a vida dele, e o que ela quer agora? Interná-lo? "- Se ela me internar, eu juro por tudo, eu nunca mais vou perdoá-la, nunca mais vou olhar pra cara dela!" "- O que vocês fariam no meu lugar? Alguém me dá uma dica?" Entre trapos e farrapos, papo vai papo vem, muitas idas e vindas, ficou claro pra mim que o duca estava muito deprimido. Sentindo-se sozinho, desacreditado, se achando um azarado, um porcalhão, que só fazia m., um mentiroso, um podre, um lixo bichado, blá, blá, ..., nossa, coitado do duca... fiquei sabendo por ele, que sua mãe pensa que ele está indo num curso técnico de mecânica mas que ao invés de ir, ele ia para os morros pra conseguir droga e que ele estava preocupado por que um dia a mãe iria descobrir, e aí? ele me disse que a mãe pegou a droga no bolso dele e aí, a vida dele não teve mais sossego e ela estava fazendo a maior pressão pra interná-lo. Duca estava com 24 anos, magro, abatido, fumou um cigarro atrás do outro enquanto esteve ali comigo. Falou que depois dos 15 anos, ele só foi piorando, passou a detestar a escola, lugar onde ele era obrigado a ficar sem entender nada, sem ter amigos (pois ele era maltratado pelos garotos da turma) e uns professores horríveis, que ele olhava pro quadro e parecia que sua cabeça não tinha cérebro, que ele estava sem memória, errava tudo, perdia tudo, morria de vergonha das pessoas, e então faltava mais que ia e só foi ficando em recuperação até que um dia não deu mais, a mãe foi chamada e ele foi convidado a sair do colégio, por estar andando com um grupinho da pior qualidade (foi quem introduziu a maconha na vida dele). Tentou mais dois colégios mas não aguentou nem 2 semanas. Tentou morar com a avó em Itaipava no ano passado, e segundo ele, desde ali, passou a ter vontade de morrer, de sumir, se sentindo um fracassado, e cada vez mais viciado. A avó não suportou ver o neto assim e ele teve que voltar pra casa da mãe, que só sabe dar castigos e lição de moral. Depois de umas duas horas que estávamos ali conversando, ele me disse que ele tinha um "troço". Troço? o que? "- um tal de DDA". "- Minha mãe me levou num médico amigo dela e ele ficou falando comigo mais de uma hora e no final ele disse que eu tinha várias doenças que eu teria que tratar, senão eu só iria piorar cada vez mais." Ele disse que eu estava deprimido, possivelmente pelo uso das drogas, e que eu tinha esse tal de dda. Passou um monte de remédios pra mim. Minha mãe disse que eu só dava despesa pra ela, que era só isso o que eu sabia fazer, dar despesa pra ela. Ficou louca quando viu o preço da receita, quase trezentos reais!! e antes que ela desse um vexame na farmácia, eu peguei a receita da mão dela e saí correndo da maldita farmácia e fiquei na casa de um cara aí, por uns três dias, ... eu estou acabado. Entre choro e desgraça, combinei com o duca que eu tentaria falar com a mãe dele e que tentaria acalmá-la e conversar com ela sobre tentarmos uma outra solução para o problema dele. De fato, uns dias após a nossa conversa, eu ainda estava chocada, me lembrava muito de quando a Vera alisava a barriga dizendo que o filho dela seria um grande homem, como o pai, da alegria dela pintando o quarto do filho, mas também me lembrei de que ela fumou a gravidez toda e como aquilo a deixava culpada... Combinei um café com a Vera na minha casa, no sábado seguinte. Ela não veio mas veio no outro, 2 semanas depois. Nossa, conversamos muito, ela falou do TDAH do filho, que desde os 12 anos havia sido diagnosticado, mas que os avós, pais dela, não deixaram o duca tomar, por se tratar de remédio de faixa preta. Nossa, e falou de tanta coisa... falou que o duca já tinha tentado o suicídio uma vez, há uns anos atrás... e que ele vivia deprimido, sozinho e calado. Disse que essa "longa novela" já ia pra lá de dez anos e que ela já tinha "jogado a toalha". Que não aguentava mais e que ia pedir a um médico, primo dela, que fosse dar um passeio com o duca, sem que ele soubesse, e o levasse para um hospital psiquiátrico. Disse que ela não tinha outra opção. Que já havia tentado tudo. Que ele acabou com a vida dela, Vera. --- Eu fiquei com um bolo na garganta, não subia nem descia. Sem mais nada dizer, ela se levantou e foi embora. Pediu que eu ficasse longe do filho porque eu não podia fazer nada pelo duca. "- E se ele se matar, já pensou? Eu não iria me perdoar... pelo menos internado, eu tenho a sensação de ter feito o melhor pra ele e o mais seguro." E foi. E eu fiquei ali, igual estátua, por um longo tempo, pensando em tudo o que ela havia me dito. Agradeci pelos filhos que tenho e fui tomar um banho e um tylenol pois a minha cabeça parecia ter uns 600kg...
A Depressão é um fator de risco para o agravamento das dificuldades apresentadas pelos portadores de TDAH e é encontrada freqüentemente como sendo uma das comorbidades do TDAH. Sempre que atendermos uma criança ou um adolescente ou um adulto deprimido, temos que tratar a depressão, é claro, mas logo que o quadro depressivo estiver controlado, temos que fazer uma triagem para o TDAH. Afinal, podemos estar diante de uma comorbidade. O TDAH quase nunca vem sozinho. DEPRESSÃO e uso de álcool e ou drogas fazem parte das comorbidades do TDAH.A % de comorbidade entre depressão e o TDAH é alta, podendo chegar a mais de 20%, e compromete a adaptação e o desenvolvimento da criança. Na depressão, o humor é triste ou irritável, com perda de interesse por atividades que eram prazerosas, alterações no apetite e no sono, lentificação psicomotora, fadiga fácil, culpa excessiva e as vezes, idéias de suicídio. Podem apresentar sintomas de somatização, como náuseas, dor de barriga, ou outros, principalmente perto das provas. Em crianças menores a depressão pode apresentar ausência de crescimento e ganho de peso, além de retraimento social, recusa em ir à escola, irritabilidade e agressividade.Adolescentes deprimidos tendem a apresentar alterações de conduta e abuso de álcool e drogas. Um episódio depressivo em crianças dura em média 7 meses e meio e apresenta risco de recorrência de 72% em um período de 5 anos. Em adultos, a situação se complica ainda mais, com alto impacto adverso.A presença da depressão sobreposta ao TDAH exacerba as dificuldades, com piora da capacidade atentiva e mnemônica, queda acentuada do rendimento escolar, sensação de fracasso e agravamento da baixa auto-estima. A depressão pode aumentar a agitação psicomotora e a impulsividade das crianças com TDAH, tornando-as mais expostas a acidentes e comportamentos disruptivos.A % de depressão em TDAH é de 14% segundo Souza e cols., 2001, GEDA. Crianças com TDAH tem prevalência muito maior para depressão do que crianças com diversas dificuldades escolares e sem o diagnóstico de TDAH, mostrando a alta prevalência de depressão com o TDAH. Viu-se que embora o TDAH seja um fator de risco para a depressão, a remissão do TDAH não determinava, necessariamente, a remissão da depressão. TDAH e depressão parecem ter cursos distintos ao longo da vida e representam uma comorbidade verdadeira que merece atenção clínica.Quanto ao tratamento, o (MPH) metilfenidato é a droga de primeira escolha para o tratar o TDAH. A associação do MPH com um ISRS-inibidor seletivo de recaptação de serotonina (sertralina ou fluoxetina) mostra resultado eficaz e seguro. Começar tratando a depressão e depois associar o metilfenidato(ritalina ou concerta).
Conclusão: De tudo, eu lamento que a família tenha impedido o tratamento do TDAH do duca. Saabemos que quanto maior o número de comorbidades, pior a evolução do quadro e pior o prognóstico. E espero que sua mãe esteja certa e que ele saia bem da internação e que dê continuidade ao seu tratamento. O TDAH se não é curável, é tratável, e pode evoluir muito satisfatoriamente em muitos casos.
Escala de avaliação de TDAH em Adultos, ASRS 18
Escala de avaliação de TDAH em Adultos
O questionário abaixo é denominado ASRS-18 e foi desenvolvido por pesquisadores em colaboração com a Organização Mundial de Saúde. Esta é a versão validada no Brasil. Referência: Mattos P.e cols. Adaptação Transcultural para o Português da Escala Adult Self-Report Scale (ASRS – 18 versão 1.1) para avaliação de sintomas do TDAH em adultos. Revista Brasileira de Psiquiatria.
IMPORTANTE: Lembre-se que o diagnóstico definitivo só pode ser fornecido por um profissional.
Por favor, responda as perguntas abaixo se avaliando de acordo com os critérios:
O questionário abaixo é denominado ASRS-18 e foi desenvolvido por pesquisadores em colaboração com a Organização Mundial de Saúde. Esta é a versão validada no Brasil. Referência: Mattos P.e cols. Adaptação Transcultural para o Português da Escala Adult Self-Report Scale (ASRS – 18 versão 1.1) para avaliação de sintomas do TDAH em adultos. Revista Brasileira de Psiquiatria.
IMPORTANTE: Lembre-se que o diagnóstico definitivo só pode ser fornecido por um profissional.
Por favor, responda as perguntas abaixo se avaliando de acordo com os critérios:
- NUNCA
- RARAMENTE
- AS VEZES
- FREQUENTEMENTE
- MUITO FREQUENTEMENTE
Após responder cada uma das perguntas, veja a frequencia que corresponde a como você se sentiu e se comportou nos últimos seis meses.
1. Com que freqüência você comete erros por falta de atenção quando tem de trabalhar num projeto chato ou difícil?
2. Com que freqüência você tem dificuldade para manter a atenção quando está fazendo um trabalho chato ou repetitivo?
3. Com que freqüência você tem dificuldade para se concentrar no que as pessoas dizem, mesmo quando elas estão falando diretamente com você?
4. Com que freqüência você deixa um projeto pela metade depois de já ter feito as partes mais difíceis?
5. Com que freqüência você tem dificuldade para fazer um trabalho que exige organização?
6. Quando você precisa fazer algo que exige muita concentração, com que freqüência você evita ou adia o início?
7. Com que freqüência você coloca as coisas fora do lugar ou tem de dificuldade de encontrar as coisas em casa ou no trabalho?
8. Com que freqüência você se distrai com atividades ou barulho a sua volta?
9. Com que freqüência você tem dificuldade para lembrar de compromissos ou obrigações?
Parte A
1. Com que freqüência você fica se mexendo na cadeira ou balançando as mãos ou os pés quando precisa ficar sentado (a) por muito tempo?
2. Com que freqüência você se levanta da cadeira em reuniões ou em outras situações onde deveria ficar sentado (a)?
3. Com que freqüência você se sente inquieto (a) ou agitado (a)?
4. Com que freqüência você tem dificuldade para sossegar e relaxar quando tem tempo livre para você?
5. Com que freqüência você se sente ativo (a) demais e necessitando fazer coisas, como se estivesse “com um motor ligado”?
6. Com que freqüência você se pega falando demais em situações sociais?
7. Quando você está conversando, com que freqüência você se pega terminando as frases das pessoas antes delas?
8. Com que freqüência você tem dificuldade para esperar nas situações onde cada um tem a sua vez?
9. Com que freqüência você interrompe os outros quando eles estão ocupados?
Parte B
Como avaliar:
Se os itens de desatenção da parte A (1 a 9) E/OU os itens de hiperatividade-impulsividade da parte B (1 a 9) têm várias respostas marcadas como FREQUENTEMENTE ou MUITO FREQUENTEMENTE existe chances de ser portador de TDAH (pelo menos 4 em cada uma das partes).O questionário ASRS-18 é útil para avaliar apenas o primeiro dos critérios (critério A) para se fazer o diagnóstico. Existem outros critérios que também são necessários.
IMPORTANTE: Não se pode fazer o diagnóstico de TDAH apenas com os sintomas descritos na tabela! Veja abaixo os demais critérios.
CRITÉRIO A: Sintomas (vistos na tabela acima)
CRITÉRIO B: Alguns desses sintomas devem estar presentes desde precocemente (antes dos 7 ou 12 anos).
CRITÉRIO C: Existem problemas causados pelos sintomas acima em pelo menos 2 contextos diferentes (por ex., no trabalho, na vida social, na faculdade e no relacionamento conjugal ou familiar).
CRITÉRIO D: Há problemas evidentes por conta dos sintomas.
CRITÉRIO E: Se existe um outro problema (tal como depressão, deficiência mental, psicose, etc.), os sintomas não podem ser atribuídos exclusivamente a ele.
1. Com que freqüência você comete erros por falta de atenção quando tem de trabalhar num projeto chato ou difícil?
2. Com que freqüência você tem dificuldade para manter a atenção quando está fazendo um trabalho chato ou repetitivo?
3. Com que freqüência você tem dificuldade para se concentrar no que as pessoas dizem, mesmo quando elas estão falando diretamente com você?
4. Com que freqüência você deixa um projeto pela metade depois de já ter feito as partes mais difíceis?
5. Com que freqüência você tem dificuldade para fazer um trabalho que exige organização?
6. Quando você precisa fazer algo que exige muita concentração, com que freqüência você evita ou adia o início?
7. Com que freqüência você coloca as coisas fora do lugar ou tem de dificuldade de encontrar as coisas em casa ou no trabalho?
8. Com que freqüência você se distrai com atividades ou barulho a sua volta?
9. Com que freqüência você tem dificuldade para lembrar de compromissos ou obrigações?
Parte A
1. Com que freqüência você fica se mexendo na cadeira ou balançando as mãos ou os pés quando precisa ficar sentado (a) por muito tempo?
2. Com que freqüência você se levanta da cadeira em reuniões ou em outras situações onde deveria ficar sentado (a)?
3. Com que freqüência você se sente inquieto (a) ou agitado (a)?
4. Com que freqüência você tem dificuldade para sossegar e relaxar quando tem tempo livre para você?
5. Com que freqüência você se sente ativo (a) demais e necessitando fazer coisas, como se estivesse “com um motor ligado”?
6. Com que freqüência você se pega falando demais em situações sociais?
7. Quando você está conversando, com que freqüência você se pega terminando as frases das pessoas antes delas?
8. Com que freqüência você tem dificuldade para esperar nas situações onde cada um tem a sua vez?
9. Com que freqüência você interrompe os outros quando eles estão ocupados?
Parte B
Como avaliar:
Se os itens de desatenção da parte A (1 a 9) E/OU os itens de hiperatividade-impulsividade da parte B (1 a 9) têm várias respostas marcadas como FREQUENTEMENTE ou MUITO FREQUENTEMENTE existe chances de ser portador de TDAH (pelo menos 4 em cada uma das partes).O questionário ASRS-18 é útil para avaliar apenas o primeiro dos critérios (critério A) para se fazer o diagnóstico. Existem outros critérios que também são necessários.
IMPORTANTE: Não se pode fazer o diagnóstico de TDAH apenas com os sintomas descritos na tabela! Veja abaixo os demais critérios.
CRITÉRIO A: Sintomas (vistos na tabela acima)
CRITÉRIO B: Alguns desses sintomas devem estar presentes desde precocemente (antes dos 7 ou 12 anos).
CRITÉRIO C: Existem problemas causados pelos sintomas acima em pelo menos 2 contextos diferentes (por ex., no trabalho, na vida social, na faculdade e no relacionamento conjugal ou familiar).
CRITÉRIO D: Há problemas evidentes por conta dos sintomas.
CRITÉRIO E: Se existe um outro problema (tal como depressão, deficiência mental, psicose, etc.), os sintomas não podem ser atribuídos exclusivamente a ele.
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