TDAH - Neurobiologia da Hiperatividade e Atenção
De 4 décadas para cá, as hipóteses causais do TDAH foram desde causas singulares como fatores dietéticos e exposição ao chumbo até o que se pensa hoje do TDAH como um transtorno complexo, multifatorial e causado pela confluência de inúmeros fatores de risco como o genético, ambiental, psicossocial e biológico. Estudos de neuroimagem tem mostrado alterações patológicas tanto de cunho estrutural como funcional em circuitos fronto-subcorticais-cerebelares.
Muitas das discussões sobre o diagnóstico do TDAH se originam da dificuldade de se replicarem os resultados dos inúmeros estudos sobre as diferenças no funcionamento do cérebro entre os portadores de TDAH e os não-portadores.
Uma área recente de pesquisa tem focado alteração na transmissão dopaminérgica nos gânglios da base.
Este foco na transmissão dopaminérgica alterada baseia-se nos efeitos clínicos do metilfenidato e anfetamina, ambos psicoestimulantes e que aumentam a concentração endógena de dopamina na fenda sináptica pela inibição do transportador de dopamina (DAT). Suporte para esta hipótese é dada por estudos de MRI – ressonância magnética estrutural mostrando o volume cerebral em crianças com TDAH, incluindo o nucleo caudado e cortex pré-frontal direita, regiões receptoras dopaminérgicas da substância nigra e tegmento ventral no cérebro medial.
Hiperatividade motora é sintoma proemintente do TDAH. Estudos clínicos relatam de longa data a relação entre transmissão dopaminérgica e hiperatividade.
O psiquiatra Dr Martin Teicher, PhD da Universidade de Harvard, e sua equipe, mediram a atividade motora durante testes cognitivos em meninos com TDAH. Eles observaram que o grau de atividade motora poderia estar relacionada ao fluxo sanguíneo nos gânglios da base e cerebelo.
Dr Teicher e sua equipe desenvolveram um novo método de ressonância magnética, a T2 relaxometria, para acessar indiretamente o volume sanguíneo do estriado (caudado e putamen) de meninos de 6 a 12 anos em condições basais. As crianças completaram o teste computadorizado de vigilância enquanto um sistema com raio infravermelho capturava e salvava todos os movimentos dos meninos. Os achados serviram para se determinar se havia associação entre as medidas da relaxometria e a capacidade de inibição da atividade motora durante a realização de testes monótonos mas obrigatórios.
Meninos com TDAH tiveram medidas mais altas pela relaxometria no putamen bilateralmente do que o grupo controle. Observou-se estreita correlação com a capacidade da criança ficar parada sentada e seu rendimento ao cumprir um teste computadorizado de atenção.
Tratamento diário com metilfenidato mudou significativamente os resultados da relaxometria no putamen em crianças com TDAH. As alterações se mostratam relacionadas ao fato do metilfenidato estar ou não sendo usado.
O TDAH pode estar intimamente ligado a anormalidades funcionais no putamen, totalmente envolvido na regulação da atividade motora.
Dr Teicher examinou varias áreas cerebrais enquanto os sujeitos realizavam uma atividade básica visuo-motora de resposta. Foi observado o comportamento motor durante o teste. Além do putamen, foi estudado o caudado e o tálamo. O putamen mostrou intima relação com o comportamento motor, ao contrário do caudado e do tálamo. O metilfenidato produziu efeitos consideráveis sobre atividades de atenção e concentração. Ele também aumentou o tempo gasto imóvel em 126%.
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sábado, 11 de abril de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
comentários de leitores do blog - descobri que tenho tdah, um novo mundo
Oi Evelyn,
Eu tenho lido muito o seu blog e as suas dicas. Já falei isso, mas repito: Você é excepcionalmente uma pessoa interessada em ajudar. Isso me deixa esperançoso.Não tenho condições de frequentar os encontros do ABDA no Rio de Janeiro ou São Paulo, mas acompanho pelo site.Depois que descobri o TDAH em minha vida, o que me vinha atormentando a 41 anos, me sinto em outro mundo, em outra realidade. Apesar de estar iniciando ainda o tratamento com o Dr Milton Baggio, que você deve conhecer, pois foi professor de medicina na UFPR por muitos anos e é muito conceituado. Outra pessoa que está me ajudando é a Dra Angela Brand, Psicóloga, que me acompanha nesse trajeto.Já adquiri o livro "No mundo da Lua" e estou procurando "Um dia na vida de um adulto com TDAH" para saber o que fazer. Me associei ao ABDA e frequento também o site "ADHD Central" (http://www.healthcentral.com/adhd/), onde tenho achado muitas coisas interessantes.Quero agradecer a você por estar escrevendo e passando conhecimento para que eu possa caminhar e não desistir.Não era fácil suportar sem conhecer. Conhecendo o problema, não se trorna fácil, mas saberei como contornar e conviver com as deficiências, descobrindo formas de ajustes e como melhorar.Obrigado.Felicidades!Cordialmente, B.
Oi, B.,que bom ouvir opiniões que nem a sua - faz bem, pois o trabalho é árduo mas com muitas gratificações e boas surpresas. ontem eu comecei uma terapia de grupo só para rapazes de 20 a 32 anos, com tdah e que nao se encontram bem sucedidos na vida o quanto gostariam (ou poderiam). No grupo vamos trabalhar constructos importantíssimos como treino de habilidades sociais, técnica de resolucao de problemas, assertividade, automoticação, leitura com foco, resiliencia, entre outros. Ontem, já deu pra ver que essa terapia em grupo voltada especificamente para as dificuldades do portador do tdah certamente dará ótimos frutos. Eu te desejo um tratamento prospero, que vc encontre o seu espaço e que vc alcance toda a sua performance global na vida!!abs, obrigada pelas palavras de elogioo que precisar pode contar comigo
Eu tenho lido muito o seu blog e as suas dicas. Já falei isso, mas repito: Você é excepcionalmente uma pessoa interessada em ajudar. Isso me deixa esperançoso.Não tenho condições de frequentar os encontros do ABDA no Rio de Janeiro ou São Paulo, mas acompanho pelo site.Depois que descobri o TDAH em minha vida, o que me vinha atormentando a 41 anos, me sinto em outro mundo, em outra realidade. Apesar de estar iniciando ainda o tratamento com o Dr Milton Baggio, que você deve conhecer, pois foi professor de medicina na UFPR por muitos anos e é muito conceituado. Outra pessoa que está me ajudando é a Dra Angela Brand, Psicóloga, que me acompanha nesse trajeto.Já adquiri o livro "No mundo da Lua" e estou procurando "Um dia na vida de um adulto com TDAH" para saber o que fazer. Me associei ao ABDA e frequento também o site "ADHD Central" (http://www.healthcentral.com/adhd/), onde tenho achado muitas coisas interessantes.Quero agradecer a você por estar escrevendo e passando conhecimento para que eu possa caminhar e não desistir.Não era fácil suportar sem conhecer. Conhecendo o problema, não se trorna fácil, mas saberei como contornar e conviver com as deficiências, descobrindo formas de ajustes e como melhorar.Obrigado.Felicidades!Cordialmente, B.
Oi, B.,que bom ouvir opiniões que nem a sua - faz bem, pois o trabalho é árduo mas com muitas gratificações e boas surpresas. ontem eu comecei uma terapia de grupo só para rapazes de 20 a 32 anos, com tdah e que nao se encontram bem sucedidos na vida o quanto gostariam (ou poderiam). No grupo vamos trabalhar constructos importantíssimos como treino de habilidades sociais, técnica de resolucao de problemas, assertividade, automoticação, leitura com foco, resiliencia, entre outros. Ontem, já deu pra ver que essa terapia em grupo voltada especificamente para as dificuldades do portador do tdah certamente dará ótimos frutos. Eu te desejo um tratamento prospero, que vc encontre o seu espaço e que vc alcance toda a sua performance global na vida!!abs, obrigada pelas palavras de elogioo que precisar pode contar comigo
evelyn
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