domingo, 30 de novembro de 2008

CRIANÇAS PODEM TOMAR MEDICAMENTOS CONTROLADOS ?
Sempre que estivermos atendendo uma criança, temos que prestar atenção a múltiplos fatores, dentre eles como é a dinâmica familiar da família, como a criança “é vista” dentro de sua família, como ela está inserida na escola e nos seus relacionamentos com os colegas, sua sociabilidade em geral, seus interesses e como ela utiliza o seu tempo. Uma anamnese muito detalhada dos pais e irmãos é – a meu ver – o primeiro “ponto-chave” para um tratamento infantil eficaz, pois como sabemos, muitas vezes não adianta tanto tratar a criança sem oferecer suporte, conhecimento, psicoeducação a esses pais, ensinando a eles como lidar com a criança e com os sintomas que ela apresenta, sendo portanto ideal um bom vínculo com a família e saber também do seu histórico de saúde. Vou ilustrar o que acabei de dizer através de um adolescente que eu atendi.
“... Bernardo, 12 anos, foi atendido por mim pela primeira vez. Eu já havia atendido na sessão anterior o pai e a mãe de Bernardo, sozinhos. Os pais eram separados e cada um tinha uma visão diferente do filho. A mãe repetia que o pai pouco via o filho, por isso não sabia de nada dele. Na história de Bernardo, um evento estressor grave havia ocorrido há alguns anos, que foi a morte de seu irmão mais velho, na época, com 14 anos, fruto de um acidente. Após isso, Bernardo passou a ficar mais agressivo, mais revoltado e seu rendimento escolar caiu expressivamente. Sua mãe estava preocupada, pois Bernardo já tinha sido levado a outros profissionais e estava sendo medicado com quatro medicamentos em doses altas para a idade dele, segundo palavras da mãe, ao ler o conteúdo da bula dos medicamentos. Ao término da consulta com os pais eu forneci questionários específicos para serem preenchidos por pais/familiares e pelos professores do Bernardo. Na segunda consulta, agora com o Bernardo e seus pais, vi que mãe e filho eram mutuamente hostis e agressivos. Bernardo mostrava-se bastante irritado. O pai não encontrou espaço para suas colocações, pois a mãe o interrompia sempre. Em menos de 10 minutos Bernardo sofreu reprimendas e inúmeras críticas por parte da mãe, e revidou-as, todas. Pedi para os pais saírem para que eu pudesse conversar a sós com o Bernardo. Após um momento inicial onde ele foi hostil comigo, ficou calmo e educado, pois percebeu que eu estava ali não querendo criticá-lo ou julgá-lo, simplesmente queria entender o que estava ocorrendo e tentar ajudar. Bernardo me contou muitas coisas, ficando evidente que ele se sentia rejeitado pela mãe, que ele não gostava de sua aparência e que havia engordado muito. Seus olhos ficaram “marejados”, mas logo ele se recompôs dizendo que homem não chora, isso é pra maricas. Disse que tenta agradar a mãe de todas as formas, mas que ela nunca fica satisteita, que sempre quer mais e mais dele. “Eu nunca dou uma a dentro com a minha mãe”... disse ele. Ficou claro também, toda a sua raiva e revolta em relação a várias coisas. Ele se sentia obrigado a tomar todos aqueles medicamentos, sem saber para quê eram, ele não havia sentido nenhuma melhora, ao contrário, e que ele sabia que o que ele tinha que melhorar dependia de sua força de vontade e não dos remédios. Disse que tomava os remédios passivamente para não desagradar a mãe. Enfim, muito mais foi debatido e ao final daquela consulta ele se mostrou muito motivado para voltar ao consultório uma vez na semana para traçarmos um plano de tratamento para ele e para os seus pais. Ficou claro para ele que ele fazia tudo que a mãe mandava, pelo simples fato da mãe mandar, porque ele tinha medo de magoar a mãe, etc., “engolindo tudo aquilo sem digerir e sem processar”, apesar de sentir muita raiva da vida ter que ser assim, conforme ele me disse.
Muitas coisas ficaram mais claras depois de ter ouvido o Bernardo. Fica evidente a importância de dar apoio e orientação aos pais, principalmente à mãe, que certamente precisa ser orientada a como lidar com o filho. Por outro lado, vemos como a comunicação dessa família está “truncada” e como esse jovem está “sofrendo calado para não perder a mãe” (lembrar que ele perdeu seu irmão há pouco tempo). Poder ver que Bernardo está somatizando muitas emoções, que ele “implode” toda a raiva que ele não tem coragem de falar e não sabe como fazer de outro modo. Fica nítido que temos que esclarecer até que ponto o medicamento é importante pra ele naquele momento e se for, esclarecer e falar da importância dele se tratar e tentar obter o seu consentimento e entendimento para que ele possa se tratar sem revolta, ao contrário, com satisfação e acreditando no tratamento.
É muito importante a divulgação para a sociedade das diferenças entre o tratamento da saúde mental do adulto e o da criança. Ainda é um mito muito comum as pessoas acharem que criança não fica deprimida, não sofre e que não tem preocupações. Ainda fica muito presente a idéia da preguiça, do comodismo, da burrice ou da falta doença força de vontade. É só pensarmos no TDAH para vermos como essa situação é comum. O tratamento da criança é fundamentalmente multidisciplicar. Não raro, quase sempre, precisamos de pelo menos três profissionais especialistas em tratar crianças. Por exemplo, no caso acima, é fundamental a integração do psiquiatra infantil com o psicoterapeuta infantil e o terapeuta de família. Quando tratamos crianças e adolescentes com transtornos sérios de aprendizagem, retardo mental e crianças com transtornos do espectro autista, vamos precisar também da fonoaudióloga e da psicopedagoga além do restante da equipe descrita acima. Para o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade com presença de comorbidades, lembrar sempre de tratar primeiro as comorbidades. Sempre temos que manter o contato com a escola, pois muito freqüentemente vamos precisar juntar todas as visões da criança, através de todos aqueles que lidarem com ela, de algum modo. Não podemos esquecer que criança não é um adulto em miniatura, como muitos pensam.
Só após algumas consultas com os pais, a própria criança e com a escola é que podemos traçar um plano de tratamento para aquela criança. Quando medicamentos forem necessários, serão prescritos e certamente serão de grande valia para a criança e até para a família, que fica mais aliviada vendo que o filho/a está mais calmo/a, concentrado/a, menos agressivo/a, menos deprimido/a ou ansioso/a e por aí vai. Muitos casos são de natureza biológica, familiar, genética e nesses casos, muito comumente precisamos prescrever medicamentos controlados para a criança. E eles são muito bons e eficazes. Sempre dentro do tratamento em equipe. Um profissional sozinho não trata uma criança, só em casos específicos e iniciais, sem comorbidades. Segundo o Dr. Joel Rennó Jr, Doutor em Psiquiatria pela USP, não podemos nos esquecer que antes de medicar uma criança devemos ter em mente que o jeito dela sentir, entender e expressar-se difere do adulto. Portanto, o conhecimento sobre sua maturidade e desenvolvimento do sistema nervoso central (SNC), assim como sobre suas experiências acumuladas ao longo da vida é essencial na determinação da necessidade de tratamento farmacológico. Em relação ao uso de antidepressivos na infância, ele diz que crianças diferem dos adultos tanto do ponto de vista neuropsicológico, quanto em relação à absorção, excreção e metabolização dos antidepressivos. Tradicionalmente, os antidepressivos mais comumente utilizados em crianças e adolescentes se restringem aos antidepressivos tricíclicos, aos serotoninérgicos (que atuam sobre o neurotransmissor serotonina) e mais recentemente a bupropiona (que atua também sobre o neurotransmissor dopamina). Os sistemas de neurotransmissores como a noradrenalina e dopamina só estão inteiramente desenvolvidos no final da adolescência. Já o sistema do neurotransmissor serotonina amadurece mais cedo. Esses dados sugerem que as crianças podem responder melhor aos antidepressivos serotoninérgicos (fluoxetina, sertralina, citalopram).
Felizmente, as pesquisas em neurogenética, neuroimagem e neuropsicologia têm avançado muito nos últimos anos e estão mudando dramaticamamente o modo de nós entendermos os transtornos mentais na infância e adolescência.

sábado, 22 de novembro de 2008

V Grupo de portadores/familiares de TDAH c/ incentivo à leitura

V GRUPO DE APOIO A PORTADORES, FAMILIARES E AMIGOS DO TDAH COM INCENTIVO À LEITURA. No Rio de Janeiro, em Vila Isabel.
DIA 08/12/2008, as 17 hs, 7o ANDAR, Auditório, AV. 28 DE SETEMBRO, 389
DÚVIDAS? LIGUE PARA 9989-5798 OU 2576-5198.
VENHA.
VOCÊ FAZ O GRUPO.
VOCÊ FAZ A DIFERENÇA PRA GENTE.
Qualquer reunião de grupo é fantástica. Dá um "up-grade" nos participantes. É uma energia positiva que cresce no grupo. Você fala, troca idéias e sentimentos, fala de sua experiências e de seus medos. Em contrapartida, ouve. Ouve como é a experiência do outro que está ali a seu lado, sofrendo o mesmo tipo de dor que você. E tira dúvidas, coloca novas questões, interage no social e muito mais.
Não é novidade que muitos portadores de TDAH apresentem dificuldades para terminar a leitura de um livro. Muitas vezes sequer começam. Outros preferem a leitura automática, onde a gente dá uma passada pela página, depois vai para o meio do livro e depois já está no final e pronto - ah, acabei de ler! E as razões para isso são as mais variadas, indo desde a atenção concentrada que fica prejudicada, ou pela agitação ou pela impulsividade... motivos não faltam. Pra não dizer daqueles que apresentam algum problema outro, como a dislexia... Por isso achamos bem legal o sorteio de um livro, à cada encontro, para de certo modo, incentivarmos a leitura aos nossos participantes! Vamos sortear o livro "no mundo da lua", do prof. Paulo Mattos. Uns petiscos e um refrigerante também faz parte dos nossos encontros. Esperamos por você, que sempre vai ter algo a ouvir, trocar, participar, enfim, contribuir para um mundo melhor. Não podemos nos esquecer que o TDAH precisa ser muito divulgado, conhecido pois o número de crianças, adolescentes e adultos que sofrem do TDAH sem sequer ter esse conhecimento ainda é enorme na nossa população e no mundo!!
ABS E ATÉ LÁ !!
EVELYN VINOCUR

MÚSICA FAZ BEM AO CORAÇÃO

Música e sorriso fazem bem à saúde do seu coração.

Quem nunca experienciou uma sensação de leveza e bem estar ao ouvir uma música que lhe toca à alma, fazendo você ficar como que “flutuando”, num estado mental extasiante? Quantas vezes você entra no carro irritado, de “saco cheio” e com vontade de sumir – e você coloca a sua música preferida, e como num passe de mágica, de repente, você está novamente feliz e de bem estar com a vida? Comigo acontece muito. A música tem um poderoso efeito sobre o meu estado d`alma. É como se a música penetrasse nos poros da nossa pele, contaminando todo o nosso ser. E é interessante que do mesmo modo que algumas músicas tem o poder de nos agraciar diante da vida, outras têm um poder negativo sobre o nosso temperamento.
Pesquisas da Associação Americana de Cardiologia mostram que ouvir músicas agradáveis pode ser benéfico para a saúde cardiovascular. Pesquisadores da Universidade de Maryland mostraram pela primeira vez que emoções positivas geradas por músicas aprazíveis têm um efeito favorável sobre o endotélio cardiovascular.
O cérebro tem um papel fundamental na saúde vascular bem como as taxas de colesterol e pressão arterial. Ainda assim, muitas pessoas que não apresentam esses fatores de risco desenvolvem doença cardíaca significativa e isso pode estar parcialmente ligado a resposta desses indivíduos ao estresse.
Se a música pode evocar emoções positivas para se contraporem ao estresse negativo do cotidiano, ela pode ter uma influência muito importante sobre a parte vascular. Assim, a música deveria ser incorporada à um estilo saudável de vida, tal como nós incorporamos outros hábitos saudáveis à nossa vida. Esse estudo foi apresentado pela Associação Americana de Cardiologia desse ano, em sessão científica.
O estresse mental causa vasoconstrição. Cardiologistas do grupo do Dr. Muller foram os primeiros a mostrar que o riso tem um efeito benéfico sobre o endotélio. Eles acham que emoções positivas evocadas pela música também trariam um efeito similar.
Para determinar o efeito da música sobre a função endotelial, pesquisadores fizeram uma pesquisa sobre o assunto. A pesquisa incluiu 10 pessoas saudáveis e não-fumantes de idade média de 36 anos. Os voluntários selecionaram 30 minutos de músicas que eles apreciavam.
Em 4 ocasiões separadas, uma semana de diferença, as funções endoteliais dos participantes foram acessadas pela medida de fluxo sanguíneo no antebraço. Em cada ocasião a dilatação da artéria pelo aumento do fluxo sanguíneo foi medido no início e 30 minutos após cada estimulo: música aprazível, música que produzia ansiedade, um vídeo clipe de humor e uma fita de relaxamento. As pesquisas acharam que comparados ao momento inicial, a dilatação do fluxo sanguíneo dos voluntários:
- aumentaram 26% depois de ouvirem música agradável
- diminuíram 6% depois de ouvirem música geradora de ansiedade
- aumentaram 19% depois de ouvirem a um vídeo de humor
- aumentaram 11% depois de ouvirem uma fita de relaxamento
A magnitude do aumento do fluxo sanguíneo associado a auto-escolha de boa música foi o mesmo do observado previamente com atividade aeróbica ou terapia com estatina.
Acredita-se que a base para isso seja devida a compostos com endorfina liberados pelo cérebro, que têm ação direta sobre a vascularização. É a grande “caixa preta” das conexões cardíacas, tão difícil de se quantificar mas é uma área pouco desenvolvida pela ciência e que vale a pena ser investigada. Associação Americana de Cardiologia.
Vários estudos bem documentados mostram os efeitos positivos da musica sobre ansiedade, depressao e dor com pacientes que têm doenças somáticas (Cassileth et al., 2003; Cepeda et al., 2006; Siedliecki and Good, 2006). Estudos recentes nas áreas de neurocognição e neuropsicologia sugerem que a música também melhora várias funções cognitivas como a atenção, aprendizado, comunicação e memória, tanto em sujeitos normais como em certos trantornos, como a dislexia, autismo, esquizofrenia, esclerose múltipla, doença coronariana e demência. em reabilitação cardíaca pós-enfarto, elementos musicais têm sido usados como parte da fisioterapia (Thaut et al., 1997).

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

IV Grupo de portadores/familiares de TDAH c/ incentivo à leitura.

IV GRUPO DE APOIO A PORTADORES, FAMILIARES E AMIGOS DO TDAH COM INCENTIVO À LEITURA.

será no dia 08 de dezembro de 2008, na av 28 de setembro 389 auditorio, setimo andar - vila isabel. esperamos por vc!!
evelyn

sábado, 1 de novembro de 2008


Você usualmente sente que não está alcançando todo o seu potencial?

Pois saiba que esse é um sentimentos mais freqüentemente relatados entre jovens e adultos com TDAH. Apesar de muitos adolescentes e adultos com TDAH apresentarem inteligência acima da média,eles podem sentir que não conseguiram alcançar o desejado sucesso em termos acadêmicos e ou profissionais. Muitas outras dificuldades são reportadas também no campo dos relacionamentos pessoais, sociais e afetivos.No geral, existe um sentimento generalizado de insatisfação entre os adultos com TDAH – um sentimento de que eles não estão realizando todo o seu potencial como poderiam.É claro, muitos jovens e adultos viverão, por anos e anos e as vezes pelo resto da vida – sem ter o conhecimento de que têm o TDAH. Como muitos, eles acreditam que o TDAH é doença de criança. Quando eles finalmente tomam conhecimento de que o que eles apresentam é o TDAH – agora uma doença médica reconhecida e comprovada cientificamente em adultos – eles geralmente referem um sentimento de alívio por entenderem o motivo de suas preocupações, prejuízos e dificuldades ao longo da vida. Para muitos, saber-se portador de TDAH só acontece após um filho ter sido diagnosticado como tal. É nesse momento que o pai (ou a mãe) percebe que sofreu dos mesmos sintomas por toda a vida. O TDAH tende a afetar as famílias, já que se trata de um distúrbio neurogenético, onde vários gens com pequenos defeitos são passados para o feto de geração a geração, ou seja, por HERANÇA POLIGÊNICA. Por isso é que quando uma pessoa da família tem o TDAH é tão importante checar os outros membros.
QUAIS SÃO OS SINTOMAS MAIS FREQUENTES NOS ADULTOS E NOS ADOLESCENTES?
Se você suspeita ter o TDAH, fica fácil perguntar a você mesmo as perguntas do questionário de adulto para o TDAH. As questões abaixo estão relacionadas aos três sintomas nucleares do TDAH: desatenção, hiperatividade e impulsividade. Cuidado, pois mesmo quem não tem o TDAH pode ocasionalmente demonstrar sinais de desatenção, hiperativiade ou impulsividade. Adultos com TDAH irão demonstrar dois ou três comportamentos consistentemente acima do perfil e obrigatoriamente apresentará claros prejuízos funcionais causando sofrimento para aquela pessoa ao longo de sua vida. Uma equipe qualificada de profissionais de saúde poderá fazer um diagnóstico acurado de TDAH no adulto e ou no adolescente.Desatenção = * você se sente frequentemente divagando ou "desligado"?* você fica frequentemente distraído por cenas ou barulhos irrelevantes?* você frequentemente erra detalhes bobos ou por falta de atenção?* você frequentemente perde coisas ou esquece onde as colocou?* você frequentemente tem dificuldade em seguir regras ou instruções? Hiperatividade = * você consegue ficar parado por algum tempo ou fica mexendo as mãos e pés quando sentado?* você fica batendo o lápis, caneta ou os pés?* você fica geralmente "brincando" com o seu cabelo ou suas roupas?* você tem que se esforçar conscientemente para ficar quieto e parar de se mexer e contorcer? Impulsividade =* você frequentemente age sem pensar nas consequências que possam ocorrer?* você frequentemente interrompe pessoas nas conversas? Faz comentários inadequados s/ pensar?* você frequentemente acha sofrido esperar numa fila ou pela sua vez? Procure um profissional experiente e de sua confiança para uma avaliação, caso você apresente dois ou mais ítens positivos.

POTENCIAIS DE RISCO NO TDAH

Pesquisas mostram que adultos com TDAH têm mais propensão a:Três vezes mais chances de ficarem recorrentemente desempregadosDuas vezes mais chances de terem dificuldade para manterem amigosQuarenta e sete por cento mais dificuldade de economizar dinheiro para pagamento de contasDuas vezes mais chances de ser assaltadoQuase duas vezes mais chances de se divorciarDuas vezes mais chances de não usar preservativoQuatro vezes mais chances de contrair DST (doença sexualmente transmissível)Quarenta e sete por cento mais chance de ter recebido adiantamento de vale ao anoSetenta e oito por cento mais chance de ser um fumanteDuas vezes mais chance de estar envolvido em três ou mais batidas de carroPor isso a importância de se divulgar os resultados das pesquisas, já que o TDAH pode ser potencialmente um transtorno desalentador... É muito importante sabermos que o TDAH pode gerar um sério impacto na vida da criança, agora e no futuro, ou seja, quando ela for um (a) adolescente ou adulto. Tais pesquisas reforçam que os sintomas do TDAH podem gerar sérias conseqüências.
A IMPORTÂNCIA DE TRAÇAR OBJETIVOS E METAS DE VIDA NO TDAH

Você possivelmente vai ficar entusiasmado com a possibilidade de ver seus sintomas diminuindo. Você, estando motivado, pode querer desfrutar de todas as melhoras de uma só vez. VÁ COM CALMA! Já ouviu aquele ditado que diz que “o apressado come cru” e que “o devagar também é pressa”? Na busca pela conquista de metas é fundamental que você tenha muita calma, para investir a sua energia em definir o seu projeto de vida. No tocante a metas, é importante que você atinja uma meta por vez. É essencial que você a conquiste, curta a sua vitória por tê-la concluído e então, e só depois, é que você deverá passar à próxima meta. E assim por diante. Respeite o seu tempo. Você terá a satisfação de ver a melhora do seu desempenho laborativo, na vida social e afetiva. Conseqüentemente, você sentirá a melhora do seu auto-controle, além de um reforçamento sobre a sua vontade e determinação. É IRREAL TER EXPECTATIVAS DE CONSEGUIR TUDO DE UMA VEZ SÓ.Como conseguir?Siga as instruções abaixo:A experiência mostra que devemos nomear as metas, dando a cada uma delas uma nota, de zero (muito fácil de ser alcançada) até 10 (muito difícil de ser alcançada).

SETE DICAS QUE AUXILIAM NA CONQUISTA DE OBJETIVOS E METAS DE VIDA

Comece com um rápido sucesso – escolha uma meta que você sinta ser fácil de ser concluída. Esse rápido sucesso vai te ajudar a realimentar a “roda do sucesso”. No início, nunca tente uma meta difícil de ser concluída. Ao contrário, “pratique bem” nas metas mais fáceis de serem atingidas pois isso aumentará e muito, a sua auto-estima e autoconfiança.Identifique pontos de alta motivação – o que realmente você gosta de fazer? O que realmente faz o seu “coração brilhar”? É difícil perseguir objetivos que não sejam motivadores para você. Portanto, pelo menos inicialmente, escolha metas que você realmente deseje alcançar, e que você sinta que irá conseguir com facilidade.Saiba priorizar suas metas – É imprescindível que você sinta-se entusiasmado e satisfeito com as metas que você delineou. Ponha sempre as suas metas em um papel. Certifique-se de ter usado o critério das prioridades, escolhendo as metas mais importantes e que fazem mais sentido pra você, mantendo sempre a motivação na mente.Reduza as expectativas – Não tenha altas expectativas. Tenha boas perspectivas. Visão de future. Determinação e persistência. Quando você alcança e conclui tudo muito rápidamente, pode haver algum sentimento de desapontamento. Se você conseguir manter as suas expectativas “mais realistas”, o sentimento de vitória e sucesso costumam ser maiores e muito gratificantes.Siga o passo-a-passo. Pequenos passos de cada vez – fracione as suas metas em metas menores, que normalmente são melhor e mais facilmente administráveis. Lembre-se de que mesmo as metas mais gigantescas e “quase impossíveis de serem alcançadas”, são conseguidas sim, sempre “gota a gota”, “passo-a-passo”.Desenvolva um plano de ação, um diário de estratégias - liste os passos necessários para que cada meta seja concluída. Use o formato de tabela associando o seu cronograma. Certifique-se de deixar “espaços (horários) em branco” no seu plano de ação. Seja flexível. Caso você não consiga cumprir o seu plano de ação num dia em particular, não se desespere. Não permita que todo o plano fracasse por causa de um tropeço. No espaço deixado para esses imprevistos, você poderá refazer a sua proposta novamente. Tente até conseguir. Caso não consiga, repense sua programação. Pode ser que ela ela esteja acima de suas possibilidades para o momento em questão. Reveja suas expectativas. De qualquer modo, em última instância, refaça seu plano a partir do ponto não atingido, seguindo-se dali pra frente, com metas mais fracionadas. É como desenvolver táticas, ou seja, um plano B e um plano C, se necessário. Esse é o caminho do sucesso.Reavalie o seu progresso regularmente e promova auto-elogios sempre - certifique-se de se elogiar e se gratificar o mais precoce e freqüentemente quanto possível, a cada progresso feito. Não economize “premiações” deixando para usá-las somente quando todo o projeto for alcançado. Fracione também os elogios e auto-premiações bem como os reforçadores positivos ao longo de todo o percurso, ao longo do todo o seu projeto. Comemora cada etapa! Curta sozinho, com parentes ou amigos, tire fotos, faça registros sobre o seu momento de sucesso e sinta-se vitorioso por cada etapa concluída!Estabeleça metas inteligentesQuando estabelecer metas, escolha metas inteligentes, ou seja, metas que sejam específicas, mensuráveis, assumidas, realísticas e com tempo definido.Metas Específicas – exclusivas para o propósito a ser atingidoMensuráveis – uma meta é mensurável quando podemos determinar claramente se o progresso está sendo feito em sua direçãoAssumidas – quando você conversa com você mesmo ou com um amigo e concorda com a meta e se compromete a executá-laRealísticas – metas que podem ser alcançadas, alcançáveisCom tempo definido – meta que pode ser concluída dentro de um tempo razoável, a médio prazo.